23 Jul

Pois é Galére: Mais uma da série “Coisas que perdemos mas que vale a pena re-postar”.

O linchamento dos assaltantes Ivacir Garcia dos Santos, 31 anos, Arci Garcia dos Santos, 28 anos, e Osvaldo José Bachinan, 32 anos, gerou o inquérito 49/90, na Delegacia de Matupá. O crime foi investigado pelo delegado Osvaldo Florentino Leite Ferreira, que morreu no início deste ano.

Outra testemunha chave das investigações – a irmã missionária Adelis Schoan, que participou das negociações do seqüestro – também morreu, há dois anos. O linchamento dos três foi precedido de um seqüestro que durou mais de 15 horas. Na quinta-feira, 22 de novembro de 1990, Ivacir, Arci e Osvaldo invadiram a casa da família Mazzonetto por volta das 18h, para roubarem ouro e jóias. Eles estavam armados e mantiveram como reféns duas mulheres (uma delas grávida) e quatro crianças. A empregada, que estava na casa, conseguiu fugir e chamou a polícia. Em poucos minutos diversos militares e civis, inclusive de cidades vizinhas, já cercavam a casa.

Depois de muito tempo de negociação, os ladrões saíram da casa, já sob ameaça de linchamento. A principal prova do crime está numa fita que mostra os assaltantes sob escolta da PM. As cenas mostram os três feridos e amontoados num descampado, com a população em volta. Um dos moradores joga gasolina e fogo. Osvaldo, mesmo depois de ter tido o corpo queimado por 15 minutos, permanece lúcido e pede perdão a Deus. A população em volta ironiza, perguntando: “está quente aí?”

É, deve estar quente mesmo…

Nota 1: Já faz 10 anos essa função toda aê.
Nota 2: Pô, matar já é demais.
Nota 3: Sossega Galera dos  Jogos Bizarros, as matérias sairão logo!
Nota 4: Boa semana á TODOS.